quarta-feira, 4 de abril de 2012

Deputados em forma de Rede Sociais

Estou terminando uma disciplina bem interessante no MBA, que me fez voltar a estudar um pouco de teoria dos grafos. Para quem não sabe, os grafos são umas "teias de aranha", na qual cada "cruzamento de teia" chamamos de nó e as teis em sí de elos. Com eles é possível fazer uma grande quantidade de estudos interessantes, e o mais da moda entre todos eles, é sem dúvida o estudo das redes de relacionamento das pessoas, ou redes sociais conforme figura abaixo:



Como trabalho final desta matéria, resolvi estudar o comportamento dos nossos deputados federais. A brincadeira era a seguinte: será que medindo "Quem Vota com Quem", é possível ver a teia de relação entre os deputados?
Segua a resposta abaixo em arquivo PDF, na qual foram compilados 114 plenárias entre 01/02/2011 e 28/03/2012, com total de 512 deputados e 35.845 votações. Clicando no deputado é possível abrir a página dele no senado que foi utilizada como fonte de informação para a pesquisa.
Outra curiosidade interessante que surgiu da pesquisa foi a lista de presença em plenário.
Parabéns para o Tiririca, que apareceu em todas as seções (que comentário infeliz) e fiquemos de olho na deputada federal Nice Lobão, que falta de montão conforme imagem abaixo dos Top Faltosos.




Vamos ver se a imagem acima vai circular a net.
Até o próximo post.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A lei de Murta, as Camisinhas e o 63%

Certa vez meu irmão me fez uma pergunta simples que eu fique um tanto quanto intrigado por não saber responder de imediato. A pergunta era:
- Se uma camisinha tem chance de 1 em 100 de estourar (1%), qual a chance que ela estoure em 100 vezes de uso?
É obvio que para cada evento, a probabilidade continua sendo de 1 em 100, mas qual a chance que o evento ocorra (uma ou mais vezes) em 100 experimentos? (Por sinal, bem interessante esse experimento).
Depois de refletir bastante, pois não sou nenhum especialista na área, cheguei em uma constante interessante, e bem genérica, que é o 63%. É genérico por se aplicar não somente ao caso da camisinha e sua probabilidade de 1% de estourar, mas a qualquer probabilidade abaixo de 5%*. O que eu gosto nele é a simplicidade com que podemos entender fatos estatisticamente improváveis com certa facilidade, sem ter que fazer conta. Segue outros exemplos práticos decorrentes da lei:
1- Se a chance de você ganhar na mega senna é de 1 em 50milhões, se 50 milhões de pessoas jogam, qual a chance do premio sair para 1 ou mais pessoas? 63%!!!
2- Se a chance de uma pessoa morrer de acidente de carro é 1 em 5000 por ano, em 1 ano, dado um grupo de 5000 pessoas, qual a chance 1 ou mais pessoas morrerem? 63%!!!
3- Se em uma sala temos 28 pessoas, qual a chance de que 2 pessoas ou mais façam aniversário no mesmo dia? 63%!!**
Em resumo, chamei o fato de lei de Murta, na que temos que:
"Se a probabilidade de algo acontecer é de 1 em N, em N vezes que este evento ocorra, a chance uma ou mais ocorrências deste evento se manifestar é de aproximadamente 63%!!"
Rodrigo Murta




PS: descobri depois que este é um caso particular da distribuição de Poisson, mas fiquei tão emocionado de ter descoberto por conta própria este caso particular, que chamei de lei de Murta mesmo assim. Achei esse caso é mais didático e tem uma interpretação bem mais direta. 63% é uma aproximação de 1-1/e, no qual 'e' é a constante de Euler, com mais casas decimas ele fica 63,212055882855767840...
* Para probabilidade maiores a lei tem um erro maior, não é um bom número para roleta russa ou dados por exemplo, no qual a probabilidade é 1 em 6.
**o número de pares é de 28*(28-1)/2 = 378, que é aproximadamente 365

sábado, 24 de dezembro de 2011

Macacos Telepsicocinetícos e a Paraplegia

Segundo o dicionário Houaiss, psicocinese significa "movimento de objetos físicos por suposta ação direta da mente sobre a matéria, sem recorrer a meios físicos". Podemos dizer que até o ano 2000, era um vocábulo digno de paranormais charlatões (como se existisse outro tipo de paranormal). Pois bem, ainda em minha incursão no livro de Nicolelis intitulado Muito Além do Nosso EU, nosso astro neurocientista relata com muito entusiasmo como foi possível fazer com que Aurora (uma primata) conseguisse, utilizando-se apenas do "poder da sua mente", controlar dois braços robóticos remotos, separados por mais de 1500km de distância (por isso acrescentei o prefixo tele, que significa distância em grego).
Apenas diversão ou curiosidade científica? Não, muito mais do que issoOs estudos de Nicolelis vão permitir que em breve seja possível fazer com que tetraplégicos consigam se movimentar novamente, apenas com o poder do pensamento, assim como fez Aurora com seu braço mecânico. Mais do que isso, com o sucesso nos estudos mais atuais, o brasileiro tem como meta fazer uma criança paraplégica dar o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, mostrando que o Brasil pode ser muito mais que o país do futebol.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Neurociência com iPhone, uma Experiência!

Estou lendo (e adorando) o livro "Muito Além no Nosso Eu", de Miguel Nicolelis, renomado neurocientista brasileiro reconhecido internacionalmente (quiça nosso primeiro Nobel). É interessante ver um livro de divulgação científica regado de analogias e metáforas tupiniquins, todas com grande estilo e muito bom gosto. Em uma passagem do início do livro, apenas para citar um exemplo, Nicolelis compara o pulsar de uma população de neurônios, com o coro de 1 milhão de brasileiros gritando diretas já no vale do Anhangabau em 1984, tentando exemplificar como um neurônio só não é capaz de muito, mas uma população deles cria propriedades emergentes fenomenais. Adoro Carl Sagan e Feynman e Dawnkins, mas todos sempre trazem metáforas um tanto quando distante da nossa realidade, e aqui nosso neurocientista nada de braçada.
Mas vamos ao nosso experimento!
No capítulo 3, intitulado simulando o corpo, Nicolelis descreve um experimento muito famoso chamado "A Ilusão da Mão de Borracha", no qual é possível ver como o cérebro é um simulador do mundo, e cria a realidade ao nosso redor. Neste experimento, que é bem simples e pode ser feito em casa, conseguimos dar vida a uma mão de borracha (eu usei um braço de palhado de pelúcia), e fazer com que você acredite que ela é a sua mão real. Segue video no youtube mostrando como faze-lo (link para o video). Mas onde o iPhone entra na história?
Usando meu irmão e minha mãe como cobaias volutários e dois iPhones 4, fizemos a seguinte configuração conforme fotografia.